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terça-feira, 25 de abril de 2017

Compra da Amil saiu cara para a United Health



 Três anos atrás, a United Health pagou 10 bilhões de reais pela Amil. 
 Parecia caro. Agora, com a Amil no vermelho e com custos em alta, 
 parece mais caro ainda



segunda-feira, 24 de abril de 2017

84% dos paulistas já tiveram problema com planos de saúde

Levantamento do Datafolha a pedido da Associação Paulista 
de Medicina mostra que 20% dos clientes recorreram ao SUS

Paula Felix , 
O Estado de S. Paulo


SÃO PAULO - A superlotação no pronto atendimento e a demora para consultas médicas estão entre os principais problemas apontados por usuários de plano de saúde no Estado de São Paulo. Segundo pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta-feira, 1º, 84% dos entrevistados que usaram o serviço nos últimos dois anos já tiveram algum tipo de problema.
A pesquisa foi encomendada pela Associação Paulista de Medicina (APM) e ouviu 900 pessoas entre os dias 30 de julho e 4 de agosto deste ano. A margem de erro é de 3 pontos porcentuais para mais ou para menos.
Foto: Tiago Queiroz/Estadão
Unimed Paulistana
Unimed Paulistana teve de transferir carteira de clientes para outra operadora
O pronto atendimento foi o principal alvo das queixas dos clientes, concentrando 80% dos relatos por causa da superlotação e da demora no atendimento. Na sequência, lideram as reclamações sobre consultas médicas (69%), exames diagnósticos (58%), internações hospitalares (51%) e cirurgias (31%).
"Essa foi a terceira que apresentamos essa pesquisa e observamos que os problemas continuam. Os principais são emergências superlotadas e com grande demora para o atendimento, dificuldade de internação por falta de leitos, demora para marcação de exames, mas são questões que podem ser resolvidas rapidamente com a redução do excesso de burocracia", diz Florisval Meinão, presidente da APM.
Embora já tenham relatado problemas, apenas 15% dos entrevistados fizeram reclamações formais contra os planos de saúde. "Não há um índice alto de reclamações. A ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) tem um instrumento que encaminha solução rápida para os problemas e cidadão precisa estar ciente de seus direitos."
SUS. Entre os 900 entrevistados, 20% recorreram ao Sistema Único de Saúde (SUS) por falta de opções de atendimento no plano de saúde.

No mesmo levantamento feito em 2012, foram 15%. Em 2013, 22%.

domingo, 16 de abril de 2017

Mesmo com plano de saúde, cidadão tem dificuldade de acesso a serviços

Reinaldo Fernandes
Publicado 15/04/2017 08:00:00



O acesso a atendimento médico está cada vez mais precário.

Além do difícil acesso aos serviços de saúde pública,
as reclamações agora se estendem a clientes de planos,
apesar do custo mensal. A capacidade de atendimento e
o tempo de espera para consulta e exames em hospitais
privados estão tão saturados quanto os de policlínicas.

Um grupo em rede social vincula hoje mais de 88 mil
moradores de Cuiabá e Várzea Grande, dentre eles
clientes de operadoras de saúde, coleciona posts de
reclamações de precariedade de serviços apesar de
pagarem rigorosamente as parcelas dos planos de saúde
e de desconto. (Os nomes a seguir serão modificados para
proteger a identidade das pessoas).

Jacinta, que levou sua filha a hospital conveniado a planos
de saúde, na terça-feira (11), diz que o atendimento para a
criança, que tinha vômito, febre e disenteria, levou mais de
quatro horas. “Passei pela triagem e fiz o cadastro do
atendimento às 14h15, indo várias vezes reclamar na
recepção pela demora (isso, umas quatro vezes). Não tive
uma opção a não ser de falar que iria procurar meus
direitos e iria cancelar o atendimento. Pedi que eles me
dessem algo que comprovaria o horário que cheguei
e o horário que ia sair, mas disseram que se cancelasse
não poderiam me dar o comprovante”.

Sua filha foi atendida somente às 18h, depois de uma
intervenção do gerente da clínica pediátrica.
  
“Chamaram o gerente, que imediatamente entrou na sala
do médico e em menos de minutos chamou pela minha
filha, isso já eram 18h (ou mais). Sim, esperei esse tempo
por uma consulta e só fui atendida nesse horário porque fiz um barraco”.

Segundo ele, o mau atendimento não se restringiu à...(continuar lendo)...

terça-feira, 11 de abril de 2017

Disparam decisões que obrigam planos de saúde a oferecer serviço home care



FOLHA DE SÃO PAULO


CLÁUDIA COLLUCCI
DE SÃO PAULO
11/04/2017  02h00



Por diferentes problemas de saúde, o casal Mitica, 83, e
Masuo Murakani, 84, precisou de internação domiciliar
(home care). Mitica sofre de Alzheimer e, em 2015, caiu
e fraturou uma costela. Masuo, na prática, era o seu
cuidador, mas, com insuficiência cardíaca e doença
pulmonar, precisou de internação e, depois, também
de um home care.

Por dez meses, já que o plano de saúde negou o serviço,
 a família pagou sozinha a conta (total de R$ 250 mil).
Até que, em meados do ano passado, Mitica e Masuo
acionaram a Justiça e conseguiram uma liminar. Há dois
meses, saiu a sentença que determina à operadora bancar
essa internação domiciliar.

"Foi um alívio. Era insustentável continuar arcando com as
despesas. É mais seguro e confortável para eles estar em
casa, não no hospital", afirma Luciana Sato, sobrinha do casal.
Esse é só um exemplo. Em quatro anos, houve uma explosão
no número de ações judiciais contra planos de saúde com
pedido de home care, segundo levantamento feito no Tribunal
de Justiça de SP.

As decisões de primeira instância passaram de 42, em 2012,
para 565, em 2016. E as de segunda instância pularam de 347
para 651 no mesmo período. Em média, 90% das decisões são
favoráveis ao paciente. No mesmo período, o número de
empresas de home care em SP mais do que dobrou, de 138
para 299.

O envelhecimento da população, a falta de serviços de
assistência continuada fora do hospital e a recusa ou
impossibilidade das famílias em assumir os cuidados com
seus doentes são apontados como causas desse aumento
da judicialização.

No home care, o paciente tem uma assistência similar à que
teria se estivesse no hospital (procedimentos, medicamentos
e equipamentos).
O serviço, porém, não está previsto no rol de procedimentos
obrigatórios que devem ser ofertados pelos planos de saúde –
exceto quando está no contrato firmado entre a empresa e o
cliente.

Na ações, os juízes têm se baseado no Código de Defesa do
Consumidor para argumentar que o plano, ao negar a assistência,
descumpre o principal objetivo do contrato, que é a manutenção
da saúde do doente.

REFORÇO

Segundo o advogado Rafael Robba, do escritório Vilhena
Silva, após o TJ-SP ter publicado a súmula 90 (entendimento
criado após o julgamento de demandas semelhantes), em
2012, ficou reforçado que o home care é um direito do usuário
do plano.

O documento diz que, caso haja expressa...(CONTINUAR LENDO)...